Traumatismo vascular

Traumatismo vascular: saiba o que é e como tratar

Uma das funções dos vasos sanguíneos é transportar o sangue do coração para as células do corpo, transmitindo, assim, nutrientes e oxigênio. Quando esse “canal” falha e é destruído, ocorre o que denominamos de traumatismo vascular, quadro que pode levar à morte dos tecidos. 

Os principais motivos que causam o problema são acidente e projétil de arma de fogo e arma branca. Trata-se da segunda causa morte no mundo e a primeira entre a faixa etária até os 40 anos, refletindo em aspectos sociais e econômicos nas nações mundo afora. 

O trauma vascular pode afetar o sistema arterial, venoso ou linfático. Os traumas mais comuns acontecem nas extremidades do corpo. O problema é tão sério que aproximadamente um terço dos investimentos destinados à saúde pública no país é alocado para esse tipo de atendimento. 

Tipos de trauma venoso

Essas ocorrências são classificadas, basicamente, em lesões penetrantes e lesões não penetrantes.

No primeiro caso, temos a laceração, que é uma ruptura total ou parcial de um vaso, com maior ou menor perda de substâncias; a transecção (perda completa da continuidade de um vaso); a perfuração, cujas lesões são produzidas por objetos de pequeno calibre; a fístula arteriovenosa, caracterizada por uma ligação anormal entre uma artéria e uma veia; e os aneurismas falsos, que também são chamados de “pseudoaneurismas”. 

Por outro lado, as lesões não penetrantes são catalogadas como espasmo segmentar. Isso quer dizer que a vasoconstrição é reflexa, segmentar e reversível, produzida por um trauma menor e ferimento íntimo

Como tratar o traumatismo vascular

O diagnóstico é facilmente realizado pela presença de hemorragia na área lesada. Não apenas a hemorragia, como também hematomas que aumentam de volume, diminuição da temperatura e palidez do membro afetado, o que leva à ausência de pulsos distais na lesão são outras características. Em alguns casos, faz-se necessário a realização de eco-doppler e arteriografia. Este último é um exame diagnóstico minimamente invasivo que visualiza a parede das artérias.

Quanto antes se realiza a correção dessas lesões, mais altas as chances de reabilitação precoce. Portanto, o adiamento pode complicar o quadro clínico acarretando desde limitações funcionais a perda de membros. 

O tratamento pode envolver cirurgia aberta ou endovascular. Anteriormente, 12 anos atrás, todos os pacientes eram tratados pela técnica aberta. No entanto, hoje, mais da metade dos traumas são abordados da segunda forma. Visto que ela tem baixa morbimortalidade e muito baixo risco de paraplegia, tem sido cada vez mais utilizada. 

Dominar situações emergentes de traumatismo vascular exige grande habilidade do cirurgião vascular. Em ocorrências assim, a vida do indivíduo está, mais do que nunca, nas mãos do médico. Em alguns casos, no entanto, a amputação primária é a melhor opção terapêutica. 

Dada a grande complexidade no reparo cirúrgico, a mortalidade em casos de hemorragias da aorta torácica e abdominal pode chegar a 50%. Entretanto, em traumatismos periféricos, se não estiverem associados a lesões cranioencefálicas, torácicas ou abdominais , a mortalidade é inferior a 3%.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgiã vascular em São Paulo!

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